Ela gritou por socorro em todas as portas do prédio. Nenhuma se abriu. Mas ela não parou de lutar pelo filho.
Quando Gíbia chegou ao apartamento naquela terça-feira à noite e percebeu que estava escuro, ela pensou que o ex-companheiro tinha levado até as lâmpadas embora. Mas ele não tinha ido embora. Estava lá, esperando, escondido no escuro.
Ele havia planejado cada detalhe com antecedência. Desligou as luzes. Preparou uma panela de água fervendo. Separou um martelo e uma garrafa de vidro. Quando Gíbia entrou pela porta, jogou a água fervendo no rosto, no pescoço e no peito dela.
Gíbia conseguiu chegar ao corredor gritando. Bateu em todas as portas do prédio. Nenhuma se abriu.
Durante todo aquele tempo, uma única coisa a fez continuar lutando. Ela gritava: "Levi, para. Pelo amor de Deus, tu vai me matar. A gente tem um filho."
O filho dela tem 4 anos. Ele estava com a avó naquele momento. E foi pensar nele que fez Gíbia não parar de lutar.
Ela saiu dali com queimaduras no rosto, mais de 10 pontos na cabeça, um dente perdido e os outros da frente comprometidos — ela mal consegue comer. Os curativos precisam ser feitos com sedação por causa da dor. Ela ainda está internada.
O agressor foi preso em flagrante. A Justiça fez sua parte.
Mas a história de Gíbia não termina com a prisão dele.
Meses antes de tudo isso acontecer, Gíbia havia perdido o emprego após uma denúncia anônima. Ela acredita que foi o próprio agressor quem fez — para deixá-la mais vulnerável. Sem renda. Sem independência. Com menos saída.
Por orientação de quem acompanhou o caso, ela precisará mudar de estado e recomeçar do zero — sem revelar onde vai estar, por segurança. Sem rede de apoio. Sem emprego. Com o filho de 4 anos no colo e cicatrizes que vão muito além das que aparecem na pele.
Ela mesma disse: "A minha maior preocupação é o meu filho. Vou ter que correr atrás de uma escola integral para ele, porque não dá para confiar em qualquer pessoa."
Ela tem 34 anos. Sobreviveu ao que muitas não sobrevivem. E agora, com o filho esperando, ela precisa de condições reais para reconstruir a vida dos dois.
Esta campanha existe para garantir que Gíbia e o filho tenham moradia, alimentação e o básico para viver com segurança durante um ano — enquanto ela se recupera, reconstrói e volta a ter autonomia.
Uma doação de qualquer valor — R$ 20, R$ 50, R$ 100 — somada à de centenas de outras pessoas é o que vai garantir esse recomeço. E se hoje não for possível doar, compartilhe. A mensagem certa chegando à pessoa certa pode ser o que falta.
Gíbia não pediu pena. Ela pediu uma chance de viver. Você pode ser parte disso.
Sua doação vai diretamente para o custeio do recomeço da Gíbia,
acompanhada de prestação de contas transparente e atualizada mensalmente.